Avaliação de Sobredotação
Um espaço para compreender o que está a acontecer e encontrar novas formas de lidar com a vida
Nem sempre é fácil perceber quando aquilo que estamos a sentir deixou de ser apenas uma fase difícil e passou a interferir com a nossa vida.
Por vezes, procuramos ajuda porque sentimos ansiedade, tristeza, exaustão ou dificuldade em lidar com uma situação específica.
Outras vezes, não conseguimos identificar exatamente o que está mal — apenas sentimos que não estamos bem, estamos cansados de funcionar assim ou não conseguimos avançar sozinhos.
A psicoterapia pode ser um espaço para parar, compreender o que está a acontecer e construir novas formas de responder às dificuldades.
No MindLab Oeiras, o acompanhamento psicoterapêutico é individualizado e adaptado à história, personalidade, necessidades e objetivos de cada pessoa.
01
Compreender
Perceber o que está a acontecer, identificar padrões e dar sentido à sua experiência.
02
Transformar
Desenvolver novas formas de lidar com emoções, pensamentos, relações e desafios.
03
Viver
Construir uma vida mais alinhada com as suas necessidades, valores e objetivos.
Quando procurar psicoterapia?
Não é necessário estar perante uma crise para procurar acompanhamento psicológico.
A psicoterapia pode ser útil quando existe sofrimento emocional, uma dificuldade persistente ou simplesmente a vontade de compreender melhor determinados padrões pessoais.
Pode fazer sentido procurar ajuda quando sente:
ansiedade ou preocupação excessiva;
tristeza ou desânimo persistente;
dificuldade em gerir emoções;
irritabilidade ou alterações de humor;
baixa autoestima;
autocrítica intensa;
dificuldade em estabelecer limites;
problemas nas relações;
dependência emocional;
dificuldade em lidar com separações ou perdas;
esgotamento ou burnout;
dificuldades profissionais;
problemas de adaptação a mudanças;
sensação de estar bloqueado;
dificuldade em tomar decisões;
problemas de identidade ou sentido de vida;
dificuldades relacionadas com parentalidade;
mudanças importantes na vida;
necessidade de compreender padrões que se repetem.
Também pode procurar psicoterapia simplesmente porque quer conhecer-se melhor e viver de forma mais alinhada com aquilo que é importante para si.
Psicoterapia não é apenas falar sobre os problemas
Falar é uma parte importante do processo, mas a psicoterapia não se resume a contar o que aconteceu.
O objetivo é compreender a relação entre:
aquilo que pensamos → aquilo que sentimos → aquilo que fazemos → aquilo que acontece à nossa volta.
Ao longo do processo, procuramos identificar padrões, compreender as suas origens e experimentar formas diferentes de responder às situações.
Dependendo das necessidades da pessoa, podem ser trabalhadas competências como:
regulação emocional;
gestão da ansiedade;
comunicação;
assertividade;
estabelecimento de limites;
resolução de problemas;
tomada de decisão;
autocompaixão;
autoestima;
flexibilidade psicológica;
relações interpessoais;
estratégias de coping;
mudança de comportamentos.
Uma abordagem individualizada
Não acreditamos numa psicoterapia igual para todas as pessoas.
Cada pessoa chega à consulta com uma história diferente, diferentes recursos e diferentes dificuldades.
Por isso, o processo terapêutico começa por compreender:
quem é a pessoa;
o que a trouxe à consulta;
o que está a acontecer atualmente;
que experiências contribuíram para o seu funcionamento;
quais são os padrões que se repetem;
quais são os recursos que já possui;
o que gostaria de conseguir mudar.
A intervenção é construída progressivamente a partir dessa compreensão.
Uma abordagem psicoterapêutica integrativa
No MindLab, o acompanhamento pode integrar diferentes modelos e estratégias psicoterapêuticas, de acordo com as necessidades de cada pessoa.
A intervenção pode incluir contributos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), Terapia Focada nas Emoções (TFE) e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), entre outras estratégias de intervenção psicológica.
Terapia Cognitivo-Comportamental
Permite compreender a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos e trabalhar padrões que contribuem para a manutenção das dificuldades.
Pode ser particularmente útil na intervenção sobre ansiedade, depressão, autoestima, comportamentos de evitamento e dificuldades de regulação emocional.
Terapia Focada nas Emoções
Ajuda a compreender e trabalhar as emoções, necessidades e padrões relacionais subjacentes às dificuldades.
Pode ser particularmente relevante quando existe sofrimento emocional, dificuldades relacionais, vergonha, autocriticismo ou padrões emocionais persistentes.
Terapia de Aceitação e Compromisso
Foca-se na relação que estabelecemos com os nossos pensamentos e emoções e na capacidade de agir de acordo com os nossos valores, mesmo perante experiências internas difíceis.
Pode ajudar a desenvolver flexibilidade psicológica e a construir uma vida mais coerente com aquilo que é importante para a pessoa.
A integração destes modelos permite adaptar o processo terapêutico às características e objetivos individuais.
Em que situações podemos ajudar?
Ansiedade
Preocupação excessiva, pensamentos repetitivos, medo, tensão, necessidade de controlo ou dificuldade em desligar.
A intervenção procura compreender os mecanismos que mantêm a ansiedade e desenvolver estratégias mais adaptativas para lidar com ela.
Depressão e desânimo
Tristeza persistente, perda de motivação, isolamento, baixa autoestima ou sensação de vazio podem tornar difícil encontrar energia para mudar.
A psicoterapia pode ajudar a compreender o ciclo de desânimo e a recuperar progressivamente atividades, relações e objetivos significativos.
Stress e burnout
Quando as exigências profissionais ou pessoais ultrapassam durante demasiado tempo os recursos disponíveis, pode surgir exaustão física e emocional.
O acompanhamento pode ajudar a identificar fontes de sobrecarga, padrões de funcionamento, dificuldades em estabelecer limites e formas de recuperar um maior equilíbrio.
Autoestima e autocrítica
Algumas pessoas vivem com uma voz interna constantemente crítica.
“Não sou suficientemente bom.”
“Devia conseguir fazer mais.”
“Estou sempre a falhar.”
Na psicoterapia, podem ser trabalhados padrões de autocrítica, vergonha, comparação e exigência excessiva, desenvolvendo uma relação mais equilibrada consigo próprio.
Relações e dependência emocional
As relações podem tornar-se fonte de sofrimento quando existe medo intenso de abandono, dificuldade em estabelecer limites, necessidade constante de validação ou tendência para colocar sistematicamente as necessidades dos outros em segundo plano.
A psicoterapia pode ajudar a compreender estes padrões e desenvolver relações mais seguras e equilibradas.
Luto e perdas
A perda de uma pessoa, relação, projeto, emprego ou determinada fase da vida pode desencadear emoções intensas e difíceis de organizar.
A psicoterapia pode proporcionar um espaço para processar a perda e reconstruir progressivamente a relação com a própria vida.
Mudanças e transições de vida
Algumas fases da vida trazem mudanças significativas:
tornar-se pai ou mãe;
separação;
mudança de carreira;
entrada ou saída do ensino superior;
mudança de cidade ou país;
alterações familiares;
reforma;
novas responsabilidades.
Mesmo mudanças desejadas podem gerar ansiedade, ambivalência ou sensação de perda de equilíbrio.
Identidade e sentido de vida
Quem sou eu?
O que quero para a minha vida?
Estou a viver de acordo com aquilo que é importante para mim?
Estas questões podem surgir em diferentes momentos da vida.
A psicoterapia pode ajudar a explorar valores, necessidades, escolhas e objetivos, construindo maior clareza sobre o caminho que pretende seguir.
Psicoterapia e neurodivergência
No MindLab, o acompanhamento psicológico pode também ser integrado com a compreensão de perfis de PHDA, Autismo e sobredotação.
Quando uma pessoa apresenta um perfil neurodivergente, a intervenção deve considerar as suas características específicas.
Podem ser trabalhadas questões como:
organização e funções executivas;
sobrecarga;
regulação emocional;
autoestima;
relações sociais;
comunicação;
camuflagem social;
identidade;
adaptação profissional;
dificuldades académicas;
procrastinação;
perfeccionismo.
O objetivo não é ensinar a pessoa a esconder as suas características, mas ajudá-la a compreender o seu funcionamento e encontrar estratégias mais ajustadas.
Psicoterapia para adultos
A psicoterapia pode acompanhar diferentes momentos da vida adulta.
Pode ser procurada por pessoas que estão a atravessar uma fase particularmente exigente ou por quem sente que determinados padrões se repetem há muitos anos.
O acompanhamento pode abordar questões pessoais, emocionais, relacionais, familiares, profissionais ou relacionadas com identidade e projeto de vida.
Psicoterapia na adolescência
A adolescência é uma fase marcada por mudanças profundas.
Identidade, autonomia, relações, corpo, escola, sexualidade, expectativas e pertença social podem tornar-se fontes de conflito ou sofrimento.
A psicoterapia pode proporcionar um espaço próprio onde o adolescente possa falar sem julgamento e desenvolver ferramentas para lidar com aquilo que está a viver.
Quando adequado, o trabalho pode ser articulado com os pais ou cuidadores, preservando o espaço terapêutico do adolescente.
Psicoterapia e parentalidade
A chegada de um filho transforma profundamente a vida pessoal e familiar.
A parentalidade pode trazer alegria e sentido, mas também exaustão, ansiedade, culpa, perda de identidade ou dificuldades na relação consigo próprio e com o parceiro.
O acompanhamento pode ajudar a lidar com:
sobrecarga parental;
culpa;
ansiedade;
mudanças na identidade;
dificuldades na relação de casal;
equilíbrio entre vida pessoal e familiar;
expectativas sobre a parentalidade.
Como funciona o processo terapêutico?
1. Primeira consulta
A primeira sessão é um momento para compreender o motivo da procura, conhecer a sua história e perceber o que gostaria de trabalhar.
Também é uma oportunidade para perceber se o acompanhamento e a abordagem proposta fazem sentido para si.
2. Compreensão do problema
Ao longo das primeiras sessões, procuramos compreender os padrões envolvidos na dificuldade atual e estabelecer objetivos terapêuticos.
3. Intervenção
São definidas estratégias e objetivos ajustados às necessidades identificadas.
Dependendo do processo, podem existir momentos de reflexão, experimentação de novas estratégias e tarefas entre sessões.
4. Avaliação do progresso
O processo terapêutico não deve ficar indefinidamente centrado no problema.
É importante acompanhar a evolução e perceber se aquilo que está a ser trabalhado está a produzir mudanças significativas.
5. Consolidação
À medida que a pessoa desenvolve novas ferramentas, o acompanhamento pode ser progressivamente espaçado, preparando a autonomia para lidar com futuras dificuldades.
Quanto tempo dura a psicoterapia?
Não existe uma duração igual para todas as pessoas.
Algumas dificuldades podem ser trabalhadas num processo relativamente focado e delimitado.
Outros processos requerem mais tempo, sobretudo quando existem padrões emocionais ou relacionais desenvolvidos ao longo de muitos anos.
A duração é discutida ao longo do acompanhamento e revista de acordo com a evolução e os objetivos definidos.
O que acontece na primeira consulta?
Não precisa de chegar à primeira consulta com tudo organizado ou saber exatamente o que dizer.
Pode começar simplesmente por explicar:
“Não sei exatamente o que se passa, mas não estou bem.”
A primeira sessão serve para compreender o motivo da procura, conhecer a sua história e perceber quais poderão ser os próximos passos.
Não é necessário ter um diagnóstico para iniciar psicoterapia.
Quando a psicoterapia e a avaliação psicológica se complementam
Em algumas situações, a avaliação psicológica ou neuropsicológica pode ajudar a compreender melhor determinadas dificuldades.
Isto pode acontecer, por exemplo, quando existem suspeitas de:
PHDA;
Autismo;
sobredotação;
dificuldades de aprendizagem;
alterações cognitivas.
Quando existe uma avaliação, os resultados podem contribuir para construir uma intervenção mais ajustada ao perfil individual.
Perguntas frequentes
Preciso de ter um diagnóstico para fazer psicoterapia?
Não.
A psicoterapia pode ser procurada por qualquer pessoa que esteja a atravessar dificuldades emocionais, relacionais ou de adaptação, ou que queira trabalhar aspetos do seu funcionamento pessoal.
Tenho de saber exatamente o que tenho antes de procurar ajuda?
Não.
Uma das funções da primeira consulta é precisamente ajudar a compreender o que está a acontecer e quais poderão ser os próximos passos.
Quanto tempo demora a sentir resultados?
Depende da natureza das dificuldades, dos objetivos e do envolvimento no processo.
Algumas pessoas identificam mudanças relativamente cedo; outras necessitam de um acompanhamento mais prolongado.
Vou ter de falar sobre a minha infância?
Pode ser relevante, dependendo do motivo da procura.
A história pessoal ajuda a compreender como determinados padrões se desenvolveram, mas a intervenção é sempre orientada pelas necessidades atuais.
A psicoterapia dá conselhos?
O objetivo não é simplesmente dizer-lhe o que deve fazer.
O processo procura ajudá-lo a compreender melhor as suas necessidades, padrões e possibilidades de escolha, desenvolvendo ferramentas para tomar decisões mais conscientes.
Posso fazer psicoterapia mesmo sem ter um problema específico?
Sim.
A psicoterapia também pode ser um espaço de autoconhecimento, desenvolvimento pessoal, exploração de valores e construção de mudanças.
Um espaço para si
Não precisa de esperar até estar no limite para pedir ajuda.
Por vezes, procurar apoio é simplesmente reconhecer que não quer continuar a lidar sozinho com determinada situação.
A psicoterapia pode ser um espaço seguro para parar, compreender, experimentar novas formas de responder e construir mudanças com significado.
No MindLab Oeiras, o processo é pensado em conjunto consigo, respeitando o seu ritmo, a sua história e os objetivos que pretende alcançar.

