Consulta de Psicologia Infantil

Acompanhar a criança é ajudá-la a compreender, crescer e desenvolver-se com maior segurança.

A infância é uma fase de grandes mudanças. As crianças estão continuamente a aprender a compreender o mundo, a relacionar-se com os outros e a lidar com emoções que, muitas vezes, ainda não conseguem explicar através de palavras.

Por vezes, determinadas mudanças no comportamento, dificuldades emocionais, problemas na escola ou desafios nas relações podem ser sinais de que a criança precisa de apoio.

Na Psicologia Infantil, procuramos compreender o que está por detrás dessas manifestações e ajudar a criança a desenvolver recursos para lidar melhor com aquilo que está a viver.

No MindLab Oeiras, o acompanhamento psicológico infantil é individualizado e adaptado à idade, ao desenvolvimento e às necessidades de cada criança, trabalhando em articulação com a família e, quando necessário, com a escola e outros profissionais.

01
Compreender

Perceber o que a criança está a sentir, pensar e comunicar através do seu comportamento.

02
Desenvolver

Promover competências emocionais, sociais e de autorregulação adequadas à idade.

03
Acompanhar

Envolver a família e, quando necessário, a escola, para criar respostas consistentes às necessidades da criança.

Quando procurar um psicólogo infantil?

Nem sempre é fácil perceber se determinado comportamento faz parte do desenvolvimento ou se é sinal de uma dificuldade que merece atenção.

O acompanhamento psicológico pode ser útil quando a criança apresenta, por exemplo:

  • Ansiedade, medos ou preocupações frequentes;

  • Tristeza, irritabilidade ou alterações de humor;

  • Dificuldade em lidar com emoções ou frustração;

  • Birras ou comportamentos difíceis de gerir;

  • Dificuldades de adaptação a mudanças;

  • Problemas de autoestima ou insegurança;

  • Dificuldades nas relações com outras crianças;

  • Isolamento ou dificuldades de integração;

  • Alterações do sono ou pesadelos;

  • Dificuldades relacionadas com a separação dos pais;

  • Luto ou outras experiências de perda;

  • Mudanças familiares significativas;

  • Dificuldades escolares ou de aprendizagem;

  • Dificuldades de atenção, organização ou autorregulação;

  • Suspeita de PHDA, perturbação do espetro do autismo ou outras condições do neurodesenvolvimento;

  • Situações de bullying ou dificuldades de integração escolar;

  • Necessidade de apoio durante períodos de transição ou mudança.

Não é necessário esperar que a dificuldade se torne grave para procurar ajuda.

Psicologia Infantil: compreender antes de intervir

O comportamento de uma criança comunica muitas vezes aquilo que ela ainda não consegue explicar.

Uma criança que se irrita facilmente pode estar a sentir ansiedade. Uma criança que não quer ir à escola pode estar a enfrentar dificuldades de aprendizagem, relações com pares ou medo de falhar. Uma criança muito distraída pode estar a apresentar dificuldades de atenção, mas também pode estar cansada, ansiosa ou desmotivada.

Por isso, o objetivo não é apenas eliminar um comportamento.

É compreender o que está a acontecer, porque está a acontecer e de que forma podemos ajudar a criança e a família.

Como funciona o acompanhamento psicológico infantil?

O processo é adaptado à idade e às necessidades da criança.

1. Entrevista com os pais

O processo começa habitualmente com uma entrevista com os pais ou cuidadores, para conhecer o desenvolvimento da criança, a história familiar, o percurso escolar, as relações, os comportamentos observados e o motivo que levou à procura de acompanhamento.

2. Conhecer a criança

Através da relação terapêutica, da observação clínica e de estratégias adequadas à idade, procuramos compreender a forma como a criança pensa, sente, comunica e se relaciona.

Com crianças mais pequenas, o brincar pode assumir um papel importante como forma de expressão e comunicação.

3. Definir objetivos

Em conjunto com a família, são identificadas as principais necessidades e definidos objetivos terapêuticos adequados à criança.

4. Intervenção psicológica

As estratégias utilizadas são adaptadas à idade e ao perfil da criança e podem incluir trabalho sobre:

  • reconhecimento e expressão emocional;

  • regulação das emoções;

  • ansiedade e medos;

  • autoestima e autoconfiança;

  • tolerância à frustração;

  • competências sociais;

  • resolução de problemas;

  • flexibilidade cognitiva e comportamental;

  • estratégias de autorregulação;

  • adaptação a mudanças;

  • relações familiares e com pares.

5. Envolvimento da família

O trabalho com a criança é frequentemente complementado pelo acompanhamento e orientação dos pais.

Os adultos de referência têm um papel fundamental na criação de ambientes que favoreçam a segurança emocional, a autonomia e o desenvolvimento da criança.

Psicologia Infantil e orientação parental

A intervenção não acontece apenas dentro do consultório.

Muitas vezes, pequenas mudanças na forma como os adultos respondem aos comportamentos da criança podem ter um impacto significativo.

A orientação parental pode ajudar os pais a compreender:

  • o que pode estar por detrás de determinados comportamentos;

  • como estabelecer limites de forma consistente;

  • como responder a birras e explosões emocionais;

  • como promover autonomia;

  • como ajudar a criança a desenvolver estratégias de regulação emocional;

  • como lidar com conflitos familiares;

  • como apoiar a criança perante dificuldades escolares ou sociais.

O objetivo não é procurar “pais perfeitos”, mas encontrar formas mais ajustadas de responder às necessidades específicas daquela criança e daquela família.

Quando a psicologia infantil se cruza com a avaliação psicológica e neuropsicológica

Por vezes, as dificuldades apresentadas pela criança levantam questões que necessitam de uma avaliação mais aprofundada.

Quando existe suspeita de PHDA, autismo, sobredotação, dificuldades de aprendizagem ou outras dificuldades do neurodesenvolvimento, pode ser indicada uma avaliação psicológica ou neuropsicológica.

A avaliação permite compreender melhor o perfil cognitivo, emocional e comportamental da criança e identificar áreas de maior facilidade e áreas que podem necessitar de apoio.

A avaliação e a psicoterapia são processos diferentes, mas podem complementar-se quando existe indicação para ambos.

Psicologia Infantil e escola

A escola ocupa uma parte significativa da vida da criança.

Quando existem dificuldades de aprendizagem, atenção, comportamento, ansiedade ou relacionamento com pares, pode ser importante compreender também o contexto escolar.

Sempre que adequado e com o consentimento dos responsáveis, o acompanhamento pode incluir articulação com professores, psicólogos escolares ou outros profissionais envolvidos na criança.

O objetivo é favorecer uma compreensão coerente das necessidades da criança e promover estratégias que possam ser aplicadas nos diferentes contextos.

Um espaço seguro para crescer

Na infância, pedir ajuda não significa que exista “algo errado” com a criança.

Significa criar um espaço onde ela possa ser compreendida, aprender a reconhecer o que sente e desenvolver ferramentas para lidar com os desafios.

A psicologia infantil procura acompanhar a criança sem a reduzir às suas dificuldades, valorizando também os seus interesses, competências, personalidade, relações e potencial de desenvolvimento.

Perguntas frequentes

A partir de que idade pode uma criança fazer psicoterapia?

Não existe uma idade única a partir da qual a psicoterapia seja adequada. A intervenção é adaptada ao nível de desenvolvimento da criança. Nas idades mais precoces, o brincar e a participação dos pais assumem frequentemente um papel mais importante.

Os pais participam nas sessões?

Depende da idade, das necessidades da criança e dos objetivos definidos. O acompanhamento pode incluir sessões individuais com a criança, momentos com os pais ou orientação parental.

Uma criança com dificuldades escolares precisa de psicoterapia?

Nem sempre. As dificuldades escolares podem ter diferentes causas. Em algumas situações pode ser indicada uma avaliação psicológica ou neuropsicológica, apoio psicopedagógico, intervenção psicológica ou uma combinação de diferentes respostas.

E se houver suspeita de PHDA ou autismo?

Pode ser indicada uma avaliação específica para compreender o perfil da criança e perceber se os comportamentos observados são compatíveis com PHDA, autismo ou outra explicação. O diagnóstico não deve basear-se num único teste ou comportamento isolado.

É necessário existir um diagnóstico para procurar psicólogo infantil?

Não. A psicoterapia pode ser procurada perante dificuldades emocionais, comportamentais, relacionais ou de adaptação, mesmo quando não existe qualquer diagnóstico.

Os pais podem procurar orientação sem a criança iniciar psicoterapia?

Sim. Em determinadas situações, a orientação parental pode ser suficiente ou constituir o primeiro passo para compreender o que está a acontecer e definir a melhor forma de intervenção.

Psicologia Infantil em Oeiras

Se sente que o comportamento ou o bem-estar emocional da criança mudou, se existem dificuldades que persistem ou simplesmente gostaria de compreender melhor aquilo que está a acontecer, procurar apoio pode ser um primeiro passo.

No MindLab Oeiras, procuramos criar um espaço seguro, próximo e individualizado para a criança e para a sua família.

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