Avaliação de PHDA em Adultos

Tem dificuldade em manter a atenção, organizar tarefas, gerir o tempo ou concluir aquilo que começa?

Sente que precisa de muito esforço para fazer coisas que parecem simples para outras pessoas? Esquece compromissos, perde objetos, adia tarefas importantes ou vive constantemente com a sensação de estar “atrasado” para a própria vida?

A Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) também existe na idade adulta e pode ter impacto significativo no trabalho, nos estudos, nas relações e na gestão da vida quotidiana.

No MindLab Oeiras, realizamos avaliações psicológicas e neuropsicológicas individualizadas para compreender se as dificuldades apresentadas são compatíveis com PHDA e distinguir esta hipótese de outras condições que podem produzir sintomas semelhantes.

01
Avaliação Personalizada

Cada protocolo é adaptado à pessoa, à sua idade e às questões que motivam a avaliação.

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Rigor Científico

Métodos e instrumentos de avaliação com suporte científico, selecionados de acordo com o objetivo clínico.

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Resultados que Orientam

Devolução clara dos resultados, estratégias práticas e recomendações para o dia a dia.

Será que tenho PHDA?

A PHDA no adulto nem sempre se manifesta através de hiperatividade evidente.

Em muitos casos, sobretudo quando as dificuldades foram compensadas ao longo dos anos, a pessoa pode chegar à idade adulta sem nunca ter recebido um diagnóstico.

Pode fazer sentido procurar uma avaliação quando existe um padrão persistente de dificuldades como:

  • dificuldade em manter a atenção em tarefas prolongadas;

  • distração fácil com estímulos externos ou pensamentos internos;

  • tendência para adiar tarefas, mesmo quando são importantes;

  • dificuldade em iniciar ou terminar tarefas;

  • esquecimentos frequentes;

  • perda ou dificuldade em encontrar objetos;

  • dificuldade em organizar o dia, documentos ou compromissos;

  • má gestão do tempo ou sensação de estar constantemente atrasado;

  • dificuldade em estabelecer prioridades;

  • necessidade de trabalhar sob pressão para conseguir concluir tarefas;

  • dificuldade em manter rotinas;

  • sensação de “bloqueio” perante tarefas pouco estimulantes;

  • impulsividade nas decisões, compras, comunicação ou comportamento;

  • inquietação interna ou dificuldade em desligar;

  • dificuldade em regular a frustração e as emoções;

  • sensação de estar constantemente sobrecarregado.

Ter algumas destas características não significa, por si só, ter PHDA. A avaliação deve considerar a história de vida, o funcionamento atual e outras possíveis explicações para as dificuldades.

PHDA em adultos: quando as dificuldades deixam de ser compensáveis

Muitos adultos chegam à avaliação depois de anos a desenvolver estratégias para compensar as suas dificuldades.

Podem ter tido bons resultados académicos, uma carreira profissional bem-sucedida ou uma vida aparentemente organizada e, ainda assim, terem investido um esforço muito superior ao esperado para conseguir funcionar.

Por vezes, a procura de avaliação surge quando as exigências aumentam:

  • entrada no ensino superior;

  • início de uma carreira profissional;

  • mudança de emprego;

  • aumento das responsabilidades;

  • parentalidade;

  • acumulação de tarefas;

  • burnout ou exaustão;

  • dificuldades na gestão doméstica e familiar;

  • alterações significativas na rotina.

Nestas situações, estratégias que funcionaram durante anos podem deixar de ser suficientes.

A avaliação permite compreender o padrão de funcionamento da pessoa, em vez de analisar apenas os sintomas isoladamente.

PHDA em mulheres adultas

Nas mulheres, a PHDA pode passar despercebida durante muitos anos.

Algumas mulheres desenvolvem estratégias de compensação muito exigentes, baseadas no perfeccionismo, hiperorganização, excesso de esforço ou necessidade de controlar cuidadosamente as tarefas.

Por isso, podem existir dificuldades significativas apesar de um percurso escolar ou profissional aparentemente bem-sucedido.

A avaliação pode ser particularmente relevante quando existe uma combinação de:

  • desorganização e esquecimentos;

  • procrastinação;

  • dificuldade em gerir múltiplas tarefas;

  • sensação de sobrecarga;

  • necessidade constante de listas e lembretes;

  • dificuldade em manter rotinas;

  • elevada exigência consigo própria;

  • períodos de hiperfoco seguidos de dificuldade em iniciar outras tarefas;

  • sensação de “funcionar no limite”;

  • dificuldade em regular emoções;

  • exaustão após períodos prolongados de esforço e compensação.

A avaliação deve considerar também o percurso desenvolvimental e as formas que a pessoa encontrou para compensar as dificuldades ao longo da vida.

PHDA, ansiedade, depressão ou burnout?

Dificuldades de atenção e organização não são exclusivas da PHDA.

Ansiedade, depressão, stress crónico, privação de sono, burnout e outras condições psicológicas podem também interferir significativamente com a atenção, memória, motivação e funcionamento executivo.

Por isso, uma avaliação de PHDA não deve limitar-se à aplicação de questionários.

É importante compreender:

Quando começaram as dificuldades?

Estavam presentes durante a infância ou adolescência?

Acontecem em diferentes contextos?

Existem dificuldades cognitivas objetiváveis?

Que estratégias de compensação foram desenvolvidas?

Existem outras condições que possam explicar melhor os sintomas?

O objetivo é construir uma compreensão clínica integrada e não atribuir automaticamente todas as dificuldades à PHDA.

PHDA e autismo podem coexistir?

Sim.

Algumas pessoas procuram avaliação porque reconhecem em si características associadas tanto à PHDA como ao autismo.

Quando existem indicadores relevantes, a avaliação pode considerar também outras dimensões do neurodesenvolvimento, nomeadamente características associadas à Perturbação do Espetro do Autismo (PEA).

A distinção entre PHDA, autismo, ansiedade, personalidade e outras condições pode ser complexa, especialmente em adultos que desenvolveram estratégias de compensação ao longo da vida.

Por isso, a avaliação deve ser individualizada e baseada na história de desenvolvimento e no funcionamento atual.

Como é feita a avaliação de PHDA no adulto?

A avaliação é adaptada à história e às necessidades de cada pessoa.

1. Entrevista clínica

Começamos por compreender o motivo da procura, as dificuldades atuais e o impacto que têm na vida pessoal, profissional e familiar.

São explorados aspetos como:

  • história pessoal e familiar;

  • percurso escolar e académico;

  • percurso profissional;

  • relações interpessoais;

  • organização da vida quotidiana;

  • sono;

  • saúde psicológica;

  • estratégias de compensação;

  • dificuldades de atenção, impulsividade e autorregulação.

2. História desenvolvimental

A PHDA é uma perturbação do neurodesenvolvimento. Por isso, é importante compreender como as características foram evoluindo ao longo da vida.

Sempre que possível, podem ser recolhidas informações relativas à infância e adolescência através de familiares, documentos escolares ou outros elementos relevantes.

3. Avaliação das funções cognitivas

Quando clinicamente indicado, podem ser avaliadas diferentes funções cognitivas, como:

  • atenção;

  • memória de trabalho;

  • velocidade de processamento;

  • controlo inibitório;

  • flexibilidade cognitiva;

  • planeamento;

  • organização;

  • outras funções executivas.

Os instrumentos utilizados são selecionados de acordo com a idade, motivo da avaliação e hipóteses clínicas.

4. Questionários e entrevistas específicas

Podem ser utilizados instrumentos específicos para avaliar sintomas de PHDA na infância e na idade adulta.

Os resultados são interpretados em conjunto com a entrevista clínica e restantes dados da avaliação.

5. Diagnóstico diferencial

São analisadas outras hipóteses que possam explicar, total ou parcialmente, as dificuldades apresentadas.

O objetivo é chegar a uma compreensão clínica rigorosa do funcionamento da pessoa.

Quanto tempo demora uma avaliação de PHDA?

A duração depende da complexidade do caso, da informação disponível e das necessidades específicas de cada pessoa.

Uma avaliação pode envolver mais do que uma sessão, permitindo realizar a entrevista clínica, aplicar os instrumentos necessários, integrar os resultados e elaborar o relatório.

Na primeira consulta é explicado o processo de avaliação e definido o plano mais adequado.

O que recebo no final da avaliação?

No final é realizada uma sessão de devolução dos resultados.

São explicados, de forma clara, os principais resultados da avaliação, as hipóteses clínicas consideradas e as conclusões alcançadas.

Quando aplicável, é elaborado um relatório psicológico/neuropsicológico, que poderá incluir:

  • motivo da avaliação;

  • história clínica e desenvolvimental relevante;

  • instrumentos utilizados;

  • resultados obtidos;

  • interpretação dos resultados;

  • integração dos diferentes dados;

  • conclusões;

  • recomendações e orientações para intervenção.

Mais do que um diagnóstico, pretende-se que a avaliação ajude a pessoa a compreender como funciona, quais são as suas dificuldades e que estratégias podem ser úteis.

E se for confirmada PHDA?

A avaliação é apenas uma etapa.

Quando existe indicação clínica, podem ser trabalhadas estratégias dirigidas às dificuldades identificadas, nomeadamente:

  • organização e planeamento;

  • gestão do tempo;

  • iniciação e conclusão de tarefas;

  • gestão de prioridades;

  • estratégias para reduzir esquecimentos;

  • autorregulação emocional;

  • procrastinação;

  • funcionamento profissional;

  • relações interpessoais;

  • autoestima e autocrítica;

  • adaptação das estratégias ao perfil cognitivo individual.

Quando necessário, poderá também ser recomendada articulação com outros profissionais de saúde.

Perguntas frequentes

Posso ter PHDA mesmo tendo tido boas notas na escola?

Sim. O desempenho académico, isoladamente, não permite excluir PHDA.

Algumas pessoas desenvolvem estratégias de compensação ou conseguem utilizar determinadas capacidades para compensar dificuldades noutras áreas.

A avaliação deve considerar o funcionamento global e a história de desenvolvimento.

Só tenho problemas de atenção. Posso ter PHDA?

É possível, mas existem muitas outras razões para dificuldades de atenção.

É precisamente por isso que a avaliação deve procurar compreender a origem e o padrão dessas dificuldades.

Tenho ansiedade. Ainda posso ter PHDA?

Sim. PHDA e ansiedade podem coexistir.

Por outro lado, a ansiedade também pode provocar dificuldades de concentração, memória e organização. A avaliação procura distinguir estas possibilidades.

Tenho PHDA e suspeito que também possa ter autismo. É possível avaliar os dois?

Sim. Quando existem indicadores clínicos relevantes, podem ser exploradas ambas as hipóteses.

Preciso de trazer um familiar?

Nem sempre, mas informação sobre a infância pode ser particularmente útil numa avaliação de PHDA.

Quando possível, pode ser útil trazer documentos escolares ou recorrer a alguém que conheça a pessoa desde a infância.

Um teste pode dizer se tenho PHDA?

Não existe um único teste que, isoladamente, permita determinar se uma pessoa tem PHDA.

O diagnóstico resulta da integração de diferentes fontes de informação, incluindo entrevista clínica, história desenvolvimental, questionários e, quando indicado, avaliação neuropsicológica.

Para quem se destina esta avaliação?

A avaliação de PHDA em adultos destina-se a pessoas que:

  • suspeitam ter PHDA;

  • foram diagnosticadas na infância e pretendem uma reavaliação;

  • apresentam dificuldades persistentes de atenção e organização;

  • sentem que o esforço necessário para manter o funcionamento diário é excessivo;

  • enfrentam dificuldades profissionais ou académicas relacionadas com atenção e funções executivas;

  • querem compreender melhor o seu perfil cognitivo;

  • pretendem esclarecer PHDA perante outras hipóteses clínicas;

  • suspeitam de PHDA e/ou autismo na idade adulta.

Procura perceber melhor o seu funcionamento?

Se reconhece algumas destas dificuldades e gostaria de compreender melhor o que está por detrás delas, uma avaliação individualizada pode ser um primeiro passo.

No MindLab Oeiras, a avaliação é realizada de forma personalizada, considerando a história de vida, o funcionamento atual e as necessidades específicas de cada pessoa.

Marque uma primeira consulta para perceber se uma avaliação de PHDA é adequada ao seu caso.